ONU debate medidas para a redução da pobreza no mundo
outubro 21, 2007 at 9:08 pm Deixe um comentário
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A Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) se reuniu entre os dias 17 e 19 desse mês na Universidade Vila Velha (UVV), sob a presidência de Nathália Dalvi Morotti para deliberar sobre medidas multilaterais para a redução da pobreza no mundo. O trabalho dos delegados de cada país participante deverá estar corporificado em uma resolução a ser adotada pela ONU respondendo aos questionamentos levantados durante os debates. O representante dos Estados Unidos, Diego de Castro, não acredita que a pobreza do mundo possa ser extinta. “Acabar totalmente com a pobreza mundial seria praticamente impossível”, afirmou. No entanto, ele acredita que, apesar das dificuldades, os países estão reunidos para encontrar uma solução. Ele defende o cumprimento da meta da ONU de reduzir a pobreza para a metade da atual até o ano 2015.
“Eu acho que a pobreza acabará, mas não vai acabar de um dia para o outro, porque a pobreza, especialmente na África, é muito grande”, afirmou o delegado da África do Sul, Bruno Oliveira. Ele acredita que se todos os países colocarem em prática as resoluções tomadas pela assembléia, em alguns anos a pobreza poderá chegar ao fim. A representante de Cuba, Tamara da Silveira, também ressalta a responsabilidade de cada nação. “Cabe a cada Estado colocar em prática as medidas tomadas”, afirmou.
A representante do Iraque, Juliana Zanandrea, explica que para erradicar a pobreza é necessário um trabalho a longo prazo. As causas da pobreza são diferentes em cada país, por isso cada um deve resolver o problema de acordo com suas próprias necessidades.
A Assembléia Geral, órgão central das Nações Unidas no qual todas as nações-membros estão representadas, se reúne uma vez por ano. Cada país tem direito a voto, em pé de igualdade com os outros, independentemente de sua riqueza ou poder bélico. As questões importantes são decididas por uma maioria de dois terços dos votos. Os membros podem discutir qualquer assunto que esteja na Carta da ONU, da segurança internacional ao orçamento da instituição. A Assembléia pode fazer recomendações, baseadas em suas deliberações. Mas ela não tem poder para forçar os países a agirem de acordo com suas decisões.
Por Vitor Cei
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